quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Revelações à Santa Catarina de Sena


 
Deus Pai Fala à Seus filhos: Revelações à Santa Catarina de Sena


DEUS PAI:

No JUÍZO PARTICUIAR, no instante final, quando a pessoa compreende que não pode fugir das Minhas Mãos recupera a visão que a atormenta interiormente fazendo-a ver que por própria culpa chegou a tão triste situação. Se o pecador se deixar iluminar e se arrepender, não por medo dos castigos infernais, mas por ter ofendido a Suma e Eterna Bondade, AINDA SERÁ PERDOADO. Mas, se ultrapassar o momento da morte nas trevas, no remorso, sem esperança no Sangue, ou então, lamentando-se apenas pela infelicidade em que se acha - e não por ter Me ofendido - irá para a perdição.
Sobrevirá pois, a repreensão pela injustiça e falso julgamento. Em primeiro lugar a repreensão da injustiça e do julgamento falso em geral, praticados no conjunto de suas ações, durante a vida; depois, em particular, do último instante quando o pecador considera seu pecado maior que a Minha misericórdia.
Este (Mt, 12,32) é o pecado que não será perdoado, nem aqui nem no além. O desprezo voluntário da Minha misericórdia constitui pecado mais grave que todos os anteriores...
... Filha, tua linguagem é incapaz de descrever os sofrimentos desses infelizes condenados. Sendo três os seus vícios principais - egoísmo, medo de perder a boa fama e orgulho - aos quais se acrescentam a injustiça, a maldade e impureza, no INFERNO os pecadores padecem de quatro tormentos principais.
O primeiro é a ausência da Minha visão. Um sofrimento tão grande que os condenados, se fosse possível, prefeririam sofrer o fogo vendo-Me, que ficar de fora dele sem Me ver.
O segundo, corno conseqüência, é o remorso que corrói o pecador privado de Mim, longe da conversação dos anjos, a conviver com os demônios.
Aliás, a visão do diabo constitui o terceiro tormento. Ao vê-lo duplica-se o sofrer. Nestes (demônios), eles se conhecem melhor, entendendo que por própria culpa mereceram o castigo. Assim o remorso os martiriza e jamais cessará o ardor da consciência. Muito grande é este tormento, porque o diabo é visto do próprio ser; tão horrível é a sua fealdade, que a mente humana não consegue imaginar. Se ainda o recordas, já te mostrei o demônio assim como ele é; foi por um átimo* de tempo . Quando retornastes ao sentido, preferias caminhar por uma estrada de fogo até o juízo final que tornar a vê-lo. No entanto, apesar do que viste ignoras a sua fealdade, especialmente porque, segundo a justiça divina, ele é visto mais ou menos horrível pelos condenados, segundo a gravidade desculpas.
Átimo* - fiação mínima.
O quarto é o fogo. Um fogo que arde sem consumir, sem destruir o ser humano. É algo de imaterial, que não destrói a alma incorpórea.
Na Minha justiça permito que tal fogo queime, faça padecer, aflija; mas não destrua. É ardente e fere de modo crudelíssimo em muitas maneiras, conforme a diversidade das culpas. A uns mais, a outros menos, segundo a gravidade dos pecados. Destes quatro tormentos derivam os demais: o frio, o calor, o ranger de dentes (Mt, 22,13) ...
Grande é o ódio dos condenados, pois já não amam o bem. Blasfemam continuamente contra Mim!
Queres saber por que já não podem desejar o bem? É porque, no fim desta vida, vincula-se o livre arbítrio. Com o cessar do tempo, já não se merece mais. Quem termina esta existência em pecado mortal, por direito divino fica para sempre apegado ao ódio, obstinado no mal, a roer-se interiormente. Seus sofrimentos irão aumentando sempre, especialmente por causa das demais pessoas que por sua causa irão para a condenação.
O homem justo (no mesmo JUÍZO) ao encerrar sua vida terrena no amor, já não poderá progredir na virtude. Para sempre continuará a amar no grau de caridade que atingiu até Mim. Também será julgado na proporção do amor. Continuamente Me deseja, continuamente Me possuí; suas aspirações não caem no vazio. Ao desejar, será saciado; ao saciar-se, sentirá ainda fome; distanciando-se assim, do fastio da saciedade e do sofrimento da fome. Os bem-aventurados gozam da Minha eterna visão. Cada um no seu grau, de acordo com a caridade em que vieram participar de tudo o que possuo. Desfrutam na alegria e gozo - dos bens pessoais e comuns que mereceram. Colocados entre os anjos e santos com eles se rejubilam na proporção do bem praticado na terra. Entre si congraçados na caridade os bem-aventurados de modo especial comunicam-se com aqueles que amaram no mundo.
Não penses que a felicidade celeste seja apenas individual. Não! Ela é participada por todos os cidadãos da pátria, homens e anjos. Quando chega alguém à vida eterna, todos sentem sua felicidade da mesma forma como ele participa do prazer de todos.
Em seus anseios os eleitos clamam continuamente diante de Mim em favor do mundo inteiro. Suas vidas haviam terminado no amor fraterno; continuam no mesmo amor. Aliás, foi exatamente por tal caridade que passaram pela porta que é Meu Filho ...
Por ocasião do JUÍZO FINAL, o Verbo encarnado virá com divina majestade para repreender o mundo. Não mais se apresentará pobrezinho na forma como nasceu da Virgem, na estrebaria, entre animais, para morrer depois no meio de ladrões. Naquela ocasião, ocultei n'Ele o Meu poder e permiti que suportasse penas e dores como homem. A natureza divina se unira a humana e foi enquanto homem que sofreu para reparar as vossas culpas. No juízo final, não será assim, pois virá com poder a fim de julgar. As criaturas humanas estremecerão e Ele a cada um dará sentença conforme merecimento. Tua língua não conseguirá exprimir o que se sucederá aos condenados. Para os bons, Jesus será motivo de temor santo e alegria imensa.
Os bem-aventurados continuam no CÉU, eternamente, aquele mesmo amor com que encerraram a vida terrena. Eles em nada se distanciam de Mim. Seus desejos estão saciados. Anseiam em ver-Me glorificado por vós viandantes e peregrinos que sois em direção à morte. Aspirando por Minha honra, querem vossa salvação e sempre rogam por vós; de Minha parte, escuto os seus pedidos naquilo em que vós, por maldade, não opondes resistência à Minha bondade.
Os bem-aventurados desejam recuperar os seus corpos; todavia não sofrem por sua ausência. Até se alegram, na certeza de que tal aspiração será realizada. A ausência do corpo não lhes diminui o prazer, não é angustiante, não faz sofrer. Nem julgues que a satisfação de ter o corpo após a ressurreição lhes traga maior bem-aventurança. Se isso fosse verdade, seria sinal que a felicidade anterior era imperfeita, enquanto não o reouvessem, e isso não pode ser. De fato, nenhuma perfeição lhes falta. Não é o corpo que faz feliz a alma, mas o contrário.
Quando esta recupera o corpo no dia do juízo, participará ele da plenitude e da perfeição da alma. Naquele dia, esta se fixará para sempre em Mim, e o corpo em tal união, ficará imortal, sutil, leve. Deves saber que o corpo ressuscitado pode atravessar uma parede, que o fogo e a água não o ofendem. Tal propriedade lhe advém, não de uma virtude própria, mas por uma força que gratuitamente concedo à alma, que foi criada à Minha imagem e semelhança num inefável ato de amor.
Tua inteligência não dispõe da capacidade necessária para entender, nem teus ouvidos para escutar, a língua para narrar e o coração para sentir qual é a felicidade dos santos.
Ocupei-Me da felicidade dos santos para que entendesses melhor a infelicidade dos condenados ao inferno. Aliás, outro tormento destes últimos, é ver quanto os bem-aventurados são felizes. Tal conhecimento acresce-lhes a pena, da mesma forma como a condenação dos maus leva os justos a glorificar Minha bondade. A luz é mais evidente na escuridão, e a escuridão na luz. Conhecer a alegria dos santos é dor para os réus do inferno.
Os condenados aguardam com temor o dia do juízo final. Sabem que então seus sofrimentos aumentarão. As escutar o terrível convite: "Surgite, mortui, venite ad judicium", a alma retornará ao corpo. Para os bem-aventurados será um corpo de glória; para os réus um corpo para sempre obscurecido. Diante do Meu Filho, sentirão grande vergonha. Também diante dos santos. O remorso martirizará a profundidade do seu ser, quero dizer, a alma; mas também o corpo.
Acusá-los-ão: o Sangue de Cristo, por eles derramado; as obras de misericórdia, espirituais e corporais, do Meu Filho, o bem que eles mesmos deveriam ter praticado em benefício dos outros, segundo o evangelho. Terá seu castigo a maldade com que trataram os irmãos, pois Eu mesmo, compassivo, perdoara-lhes (Mt 18,33). Serão repreendidos pelo orgulho, egoísmo, impureza, ganância; e tudo isso reavivará seus padecimentos.
No instante da morte, somente a alma é repreendida; no juízo final também o corpo, por ter sido instrumento da alma na prática do bem e do mal conforme a orientação da vontade. Todo bem e todo mal é feito através do corpo por este motivo, Minha filha, os justos terão no corpo glorificado uma luz e um amor infinitos; já os réus do inferno sofrerão pena eterna em, seus corpos, usados para o pecado. Ao recuperar o corpo diante de Jesus ressuscitado, os réus sentirão tormento renovado e acrescido: a sensualidade sofrerá na sua impureza, vendo a natureza humana unida à divindade, contemplando este barro adâmico - vossa natureza - colocada acima de todos os côros angélicos, enquanto eles, os maus, estarão no mais profundo abismo.
Os condenados verão brilhar sobre os eleitos a liberalidade e a misericórdia, quais frutos do Sangue de Cristo; saberão das dificuldades suportadas pelos bons e que agora se mostram em seus corpos como frisos de adornos para as vestes. O valor de tais sofrimentos físicos não provém do corpo mas da riqueza da alma; é ela que dá o corpo o merecimento da luta como companheira da prática das virtudes. Tal exteriorização se verifica porque o corpo manifesta o resultado das batalhas das alma, como o espelho reflete a face do homem.
Ao se verem privados de tamanha beleza, os habitantes das trevas verão surgir nos próprios corpos os sinais dos pecados e terão maiores tormentos e confusão. E ao soar aquela terrível sentença: "Ide, malditos, para o fogo eterno". (Mt, 25,41), suas almas e corpos encaminhar-se-ão para a companhia de demônios, sem mais remédios nem esperança.
Cada um a seu modo, se envolverá na podridão que viveu na terra, de acordo com as ações que praticou: o avarento arderá na sua ganância dos bens que desordenadamente amou; o maldoso, na sua ruindade; o impuro na imunda e infeliz concupiscência; o injusto nas suas iniqüidades; o rancoroso no seu ódio pelos outros. Quanto ao egoísmo fonte de todos os males arderá como princípio causador de tudo em sofrimentos insuportáveis. O orgulho terá igual sorte. Assim, corpo e alma serão punidos em todos os vícios.
... Sirvo-Me do demônio qual instrumento da Minha justiça para atormentar os que Me ofendem. Nesta vida o coloquei qual tentador, molestando os homens. Não para que estes sejam vencidos, mas para que conquistem a vitória e o prêmio pela comprovação das virtudes. Ninguém deve temer as possíveis lutas e tentações do demônio. Fortaleci os homens, dei-lhes energia para vontade, no Sangue de Cristo. Demônio ou criatura alguma conseguem dobrar a vontade. Ela vos pertence, é livre. Vós é que escolheis o querer ou não querer alguma coisa...
... Eu disse que o demônio convida os homens para a água-morta, a única que lhe pertence, cegando-os com prazeres e satisfações do mundo. Usa o anzol do prazer e fisga-os mediante a aparência de bem. Sabe ele que por outros caminhos nada conseguiria; sem o vislumbre* de um bem ou satisfação, os homens não se deixam aprisionar; por sua própria natureza, a alma humana tende ao bem. Infelizmente, devido à cegueira do egoísmo, o homem não consegue discernir qual é o bem verdadeiro, realmente útil ao corpo e à alma. Percebendo isto, o demônio, maldoso, apresenta-lhe numerosos atrativos maus, disfarçados porém sob alguma utilidade ou prazer...
... A certeza da Minha presença em suas vidas, é o conhecimento da Minha verdade. Tal conhecimento se realiza na inteligência que é, o olho da alma; pupila de tal olho é a fé. Pela iluminação da fé, eles distinguem, conhecem e seguem a estrada mensagem do Verbo Encarnado. Sem a fé ninguém reconhece tal estrada, à semelhança daquele que possuísse o olho, mas coberto por um pano. Sim, a pupila desse olhar é a fé; nada verá quem cobrir sua inteligência com o pano da infelicidade, por causa do egoísmo. Tal pessoa terá a inteligência, mas não a luz para conhecer...
... Como afirmei antes, ninguém consegue seguir o caminho da verdade sem a luz da razão - recebida de Mim com a inteligência - e sem a luz da fé, infundida na hora do santo batismo, supondo que não destruais esta última com vossos pecados.
Vislumbre* - sinal de possibilidade.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Missa Tridentina '' LATIM '' Apucarana - PR







Nesta Igreja em Apucarana-PR ,
Todo domingo as 16:00 ‘’Missa Tridentina ‘’LATIM ‘’ .

O interessante é que nossa Santidade o PAPA, nen precisou pedir que acontecesse essa missa nesta paróquia e já acontece a mais de 1 ano.

O PAPA teve que pedir que todo PAROQUIA, tenha uma missa por MÊS/SEMANA, e será que estão ESCUTANDO NOSSA SANTIDDE ,  em nossa cidade?
  No Paraná  SEGUNDO PEQUISA NO GOOGLE, DUAS CIDADE APENAS TEM ESSA MISSA “APUCARANA – CURITIBA ”




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sábado, 28 de julho de 2012

O perigo do Sentimentalismo

Berros e choros em "grupos de oração" da RCC -

O perigo do sentimentalismo

      Hoje conto uma experiência minha e de muitos católicos que viveram e vivem a fé com muito sentimentalismo.
    Pra começar a história, relembre o dia em que você sentiu aquela fisgada, Jesus te pescando, seu momento de conversão.
    Nesse dia, aposto que você queria mudar o mundo, certo? Dava vontade de falar de Jesus pra todo mundo, vivia numa choradeira com qualquer música que ouvisse. Na missa queria colocar pra fora todos os sentimentos e etc.
    Aí, chega o momento em que a “fé” esfria. Não sentimos mais nada, e na maioria das vezes se perguntamos pra Deus: “Você me abandonou? Porque não sinto mais nada?”.
Pergunto uma coisa: Aquele sentimentalismo todo era fé realmente?
    Diz o autor da carta aos Hebreus o seguinte: ”A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Hb 11,1)
    Podemos também afirmar que é a fé é uma certeza a respeito daquilo que não se sente.Na biografia de santa chamada Gemma Galgani conta-se que ela havia recebido os estigmas de Cristo muito cedo. Ela sempre oferecia seus sofrimentos à Deus em expiação pelas almas. Um fato interessante da vida dela é que vivia uma vida tão santa, que era sempre vista com uma luz muito forte quando estava orando e recebia flagelações de demônios durante sua vida. Nossa Senhora aparecia muitas vezes em sonhos.
    Certa vez Jesus apareceu para ela e fez um propósito para sua vida : Não sentir nada quando orasse, ter indisposição para a oração, sofrer por não sentir mais um pingo de emoção ao orar, ao ir na Missa, nem quando fosse receber os Sacramentos.
    Jesus propôs isso a Gemma Galgani porque queria que ela sentisse o que Ele sentiu na sua Paixão, ou seja, muita angústia e medo a ponto de dizer: “Pai, porque me abandonaste?”
    Ela aceitou e com muita paciência, mesmo não sentindo nada, mesmo com tantas doenças que assolavam a vida dela (problemas estomacais, não parava nenhum alimento no seu estômago, e ainda piorava com o incomodo das chagas), perseverou na oração, aguentou os açoites do demônio e oferecia tudo a Deus.
Isso era fé realmente pois ela não sentia mais nada, mas mesmo assim tinha fé que Deus não iria desampará-la e, na vida futura, ou seja, no céu, iria gozar da presença de Deus.Jesus também disse para Tomé quando não cria na Sua Ressurreição: ”Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!” (Jo 20,29)
     
Como então não deixar que o sentimentalismo atrapalhe nossa vida espiritual?
 
   A primeira coisa que devemos fazer é não desistir da oração, mesmo se não estiver com vontade, indisposto, tente persistir. Uma boa dica é a reza do terço. Deixe que Nossa Senhora reze com você e por você. “Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”. (Jo 19,27)
    Segunda coisa: Se cercar das coisas de Deus e renunciar aquilo que não convém para sua vida. Procure ler as Sagradas Escrituras à Luz do Magistério da Igreja; procure sobre a vida dos santos, pois eles souberam amar a Deus sobre todas as coisas, mesmo com grandes tribulações. Não tenha medo do silêncio, deixe que Deus te dê a Graça de orar, refletir, meditar com muita calma, sem exaltações, porque é muito fácil orar berrando em grupo de oração carismáticos (RCC), (...) a oração de você para Deus no seu quarto, em silêncio não pode ser descartada.
   Terceira coisa: Use os Sacramentos da Igreja com frequência: Confissão e Eucaristia. Se examine todo dia e pergunte para si mesmo se você está em comunhão com Deus. Se conseguir, participe da Missa todo dia, comungue todo dia.
    Pra terminar, vou deixar uma frase de São Pedro, o nosso primeiro Papa que diz:
“Este Jesus vós o amais, sem o terdes visto; credes nele, sem o verdes ainda, e isto é para vós a fonte de uma alegria inefável e gloriosa,” (1Pd 1,8)
“porque vós estais certos de obter, como preço de vossa fé, a salvação de vossas almas”.

FONTE - Missa de Sempre.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Falsas Curas e falsos Milagres



1 - Não negamos a possibilidade de autênticos milagres, que Deus pode sempre operar, quando Lhe aprouver, por razões superiores, como, por ex., provar a divindade de Jesus Cristo e autenticidade de sua missão divina. Afirmamos, isto sim, que Ele não os opera através das seitas heréticas ou das superstições, e mesmo do falso carismatismo, atualmente em voga. Se o fizesse, estaria aprovando e incentivando a desorientação dos fiéis e a perdição das almas. São, pois, falsos esses propalados milagres.

Distinguimos, então, três casos desses falsos milagres e falsas curas transformados em verdadeiro Comércio de Bênçãos, como é praticado nas seitas carismáticas! - Esses casos podem ser:

A) Efeito de sugestões: As possíveis e ligeiras sensações de alívio ou melhora que algum enfermo pode sentir por ocasião de uma bênção, por exemplo, são freqüentemente o efeito de sugestões em pacientes superemotivos que ansiosamente suspiram pela cura ou alívio de seus males.

– Ademais, tais pessoas, por serem em geral muito impressionáveis, costumam aumentar muito seus incômodos, bastando, pois, uma certa dose de emotiva confiança em uma oração ou bênção, para já sentirem algum alívio, ou até sentirem-se curadas. A volta dos incômodos depois de algum tempo, é prova certa de que não são verdadeiras curas.

– Como prova, presenciamos nos hospitais vários casos de enfermos com doenças incuráveis que os “milagreiros” das seitas ditas carismáticas deram por curados e que morreram mais rapidamente porque, crendo-se curados, suspenderam a assistência médica e a medicação.

– Note-se que, quando uma bênção é dada por quem tem autoridade para dá-la em nome de Deus, como os que foram constituídos por Cristo, os Sacerdotes da Nova Lei do Evangelho (Apoc. 1,6; Jo. 15,16; 20,23) – autoridade que os “pastores” das seitas e curandeiros do espiritismo não têm – sempre comunica ao enfermo alguma graça divina que traz alívio e conforto, dando-lhe fortaleza espiritual para suportar com paciência a enfermidade, se aprouver a Deus não lhe dar verdadeira cura.

– Sobretudo recebem graças especiais pela recepção do Sacramento da Unção dos enfermos (Extrema-Unção), conforme estas palavras da Bíblia: “Está alguém enfermo entre vós? Chame os Presbíteros da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor lhe dará o alívio; e se cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tiago 5,14-15) Mas, cuidado com os charlatões! Os falsos “milagreiros” estão macaqueando também esse Santo Sacramento da Igreja.

Note-se que os “Presbíteros” do texto bíblico acima citado correspondem aos Sacerdotes do Novo Testamento.

B) Artifícios do Demônio: Há também essa possibilidade. De fato, a Bíblia ensina que o “pai da mentira”, o Demônio, sabe transformar-se em “anjo de luz” (2 Cor. 11,14-15), e simular “prodígios” para enganar os desprevenidos. São, no entanto, “sinais e prodígios mentirosos.” (2 Tes. 2,9-10) Exemplo disso temos também na Bíblia no Livro do Êxodo.

– A Bíblia narra, de fato, nesse Livro, que dois magos egípcios, macaqueando um verdadeiro milagre que Deus tinha feito através de Moisés e Arão – os quais tinham transformado seus cajados em serpentes diante do Faraó – fizeram o mesmo com suas bengalas, através de suas encantações diabólicas, para impedi-lo (o Faraó) de deixar sair os hebreus do Egito. Prova de que o falso milagre dos magos era um artifício do Demônio é que as serpentes do verdadeiro milagre devoraram as do falso. (Êx. 4,2-5; 7, 8-12).

– Também Jesus nos advertiu que falsos cristos e falsos profetas iriam fazer “sinais” e “prodígios”, que enganariam, se possível fosse, até os eleitos. (Mc. 13,22; Mt. 24,24) E acrescentou: “muitos se apresentarão em meu nome” e “enganarão a muitos.”(Mt. 24,11)

– É certo que o Demônio não pode operar um verdadeiro milagre, porque não pode mudar a natureza das coisas. Só o Autor da natureza, Deus o pode, por Si ou por seus credenciados. O que o Demônio pode fazer é jogar com as aparências das coisas e fazer composições arbitrárias e passageiras para macaquear a Deus e enganar os homens.

C) Artifícios dos homens: São autênticos truques ou fraudes. Os curandeiros espíritas eram bem hábeis nessa matéria. O documentado livro do Pe. Herédia, “Fraudes Espíritas e Fenômenos Metempsíquicos”, prova-o bem.

– Mas, há também muitos exemplos dessas fraudes entre os “milagreiros” das seitas. De fato, não é raro que “sócios” da rede de igrejas carismáticas simulem doenças e possessões diabólicas para se dizerem curados ou libertados.

2 - Há vários casos em que algum malandro foi utilizado para esse tipo de espetáculo. Assim, na reportagem da TV Globo de uma concentração da Igreja Universal no Maracanã, uma repórter entrevistou uma senhora que afirmou ter recebido oferta em dinheiro, de pessoas da seita, para subir ao palanque e fingir estar possuída do Diabo e depois dizer-se libertada pelo Pastor Edir Macedo. Assim se explicam os depoimentos de curas divulgados pelas Redes de TV e Rádios da sua milionária seita.

3 – E as farsas continuam: Assim é que os tais “evangélicos” se fazem de exorcistas, e num clima de superemotividade, de gritos de “aleluia”, e de “sai diabo”, põem-se a expulsar supostos “demônios”, de doentes muitas vezes neuróticos, e coisas do gênero. Mas, em São Paulo, como os jornais divulgaram, os tais “evangélicos” encontraram um “demônio” bem teimoso que os fez perder a paciência, pois, para expulsá-lo bateram tanto no pobre homem, que tiraram-lhe a vida.

– Outras vezes pretendem imitar o carisma das línguas que foi dado aos Apóstolos no dia de Pentecostes. (Atos 2,41; 1 Cor. 14,27-28). Só que são verdadeiros “blablablás” sem qualquer sentido, o que, blasfemando, atribuem ao Espírito Santo.

4 - Outros carismas, porém, que Cristo concedeu aos seus Apóstolos para os tempos difíceis dos começos da sua Igreja, como o de pisar ou manusear serpentes, e de beber coisas mortíferas sem sofrer danos (Mc. 16,17-18; Atos 28,3-5), não ousam esses “carismáticos” imitar.

5 - É claro que em todos esses casos eles sempre apelam para Jesus Cristo, a quem atribuem os seus falsos milagres. “Cristo te salvou”, “te libertou do diabo”, etc., exclamam os traficantes de ritos vazios que chamam bênçãos, enquanto outros gritam: “quanto mais…, mais…”, em verdadeiro estilo comercial. Tudo o contrário do que se lê nos Salmos 49,7-15; 50,17-21, onde Deus afirma que não pede tanto as nossas coisas, mas antes os louvores de nosso coração contrito.

6 - É que os novos “curandeiros de Bíblia na mão” inventaram o “slogan”: “quanto mais se dá, mais se recebe”, com o qual atribuem a Deus (que blasfêmia!) o espírito de comércio de sua seita, transformada em grande Empresa Comercial com sua poderosa rede de TVs e Rádios.

7 - Ilustra bem essas e outras da seita milionária do Edir, a grave denúncia de um seu ex-pastor, Mário Justino, em livro recente intitulado: “Sexo, dinheiro e drogas se confundem no mesmo púlpito, com orações e salmos de Davi”. (Ver essa e muitas outras em: “Nos bastidores do Reino” – publicado por “Geração Editorial” – S. Paulo – SP)

– Abram os olhos, pois, os ingênuos, e os ávidos de coisas com mera aparência de maravilhoso. Deus não anda a fazer milagres a toda hora, nem sem graves razões.

Depois do que acima ficou dito sobre os falsos milagres, é o caso de se falar sobre os verdadeiros milagres. A Santa Igreja, porém, é bem prudente em reconhecê-los. Só os reconhece após rigoroso exame, para evitar o milagreirismo. Aqui, por falta de espaço, só o exemplo dos que têm acontecido no Santuário de Nossa Senhora de Lurdes. Todo enfermo que ali entra é submetido a rigoroso exame por uma equipe de médicos de diversos credos e sem credos. Depois de todas as orações, bênçãos e uso das águas, faz-se novo e rigoroso exame. Somente as curas instantâneas e de doenças orgânicas é que a equipe médica declara que o caso não tem explicação diante da ciência. Durante toda a história de Lurdes, 2.000 (dois mil) casos foram declarados tais. E desses a Igreja só reconheceu oficialmente 65 (sessenta e cinco).


FONTE - Catolicismo Romano