quarta-feira, 20 de junho de 2012

Respostas aos Protestantes Sobre Maria

Respostas aos Protestantes Sobre Maria


Para se conhecer bem quem é Maria, precisamos ver quem foi Eva, a primeira mulher.

Que a Virgem Maria é a segunda Eva, nos é revelado pelos apóstolos João e Paulo. Basta comprovarmos as seguintes passagens: (Gênesis 3,15) (João 2,4) (Gálatas 4,4) e (Apocalipse 12,1). Vamos agora mostrar que a Virgem Maria, é a segunda Eva. A primeira mulher ouvindo ao demônio (anjo caído), disse não a Deus, trazendo o pecado e a morte a humanidade. A Virgem Maria ouvindo ao anjo de Deus, disse sim a Deus, concebeu e deu a luz a Cristo, vencendo o demônio, trazendo para nós a graça e a vida.

Eva foi desobediente, não teve fé em Deus. A Virgem Maria foi obediente, cheia de fé. Eva é a mãe da nossa natureza pecaminosa, e a Virgem Santíssima, é a mãe da vida na graça. Nossa Senhora restituiu-nos o que Eva perdeu. Portanto Eva á a mulher vencida e a Virgem Maria, é a mulher vencedora (Gênesis 3,15) comparado com Apocalipse 12). Como Eva estava sujeita a Adão, a Virgem Maria está sujeita a Cristo.

E assim como por uma virgem caiu o gênero humano no cativeiro da morte, assim também foi salvo por uma virgem; porque a desobediência virginal, foi compensada em contrapartida por uma obediência virginal.

Reparemos bem que a palavra “mulher” em (João 2,4; 19,26) (Gálatas 4,4) e (Apocalipse 12,1), simboliza a mulher de (Gênesis 3,15). A palavra mulher refere-se à Virgem Maria, a mãe do Messias. A palavra mulher é um título bíblico da Virgem Maria, assim como Jesus foi chamado o Filho do Homem pelo profeta Daniel.

Lembrem-se de (Gênesis 3,15) e (Apocalipse 12), da grande batalha. A geração da serpente, o demônio infernal não chama a mãe de Deus de bem-aventurada, mas procura ferir o seu calcanhar, isto é, diminuir sua grandeza. Há pessoas que dizem que ela é uma mulher como outra . O diabo não combate a Cristo, pois sabe que ele é deus. Combate sua mãe, que foi o meio que o trouxe a Terra.

A única mulher que pode olhar para seu filho, nosso Senhor Jesus Cristo e dizer: “carne da minha carne, sangue do meu sangue, ossos dos meus ossos”.

Ela que é a filha de Deus Pai, mãe de Deus Filho e esposa de Deus

Espírito Santo.

Quando Deus Pai decretou a encarnação de Deus Filho, decretou também a maternidade divina de Maria. Ela é a única que pode ser chamada mãe e esposa de Deus. Maria Santíssima é o templo do Senhor, o sacrário do Espírito Santo. O tabernáculo e a arca da aliança, são figuras da Virgem Maria. Nossa Senhora é o sacrário vivo do Espírito Santo, porque pelo seu poder se tornou a mãe do verbo encarnado. Basta percorrer as páginas do antigo testamento para ver que Deus não habita no meio do pecado.

Quando o pecado entrou no mundo, a Virgem Maria foi pensada, amada e portanto predestinada para ser esposa e templo do Espírito Santo, e mãe do Deus encarnado.

Interessante ainda notar que, Jesus na resposta dada a sua mãe, lhe diz: “que temos nós com isso?”, não disse o que a Senhora tem com isso, ou o que eu tenho com isso, mas sim, o que nós temos com isso (João 2,2-12).

Maria conhecia tão bem seu filho que, sem esperar nenhuma resposta de Jesus, diz aos garçons: “Fazei tudo aquilo que ele vos mandar”

As Grandezas de Nossa Senhora na Bíblia:

Que a Santa Mãe do Divino Salvador tenha recebido de Deus prerrogativas que Lhe são exclusivas, é verdade que se deduz de várias passagens da Bíblia, “A cheia de graça” e “A mais bendita que todas as mulheres” (Lucas 1,28;1,42).

Para provar, vamos percorrer os vários textos sagrados da Bíblia, que a Ela se referem.

Já de início note-se o fato de a Bíblia abrir-se (Gênesis 3,15) e fechar-se (Apocalipse 12,1) sob o signo da mulher vitoriosa e bendita.

Eis os textos áureos do Livro Sagrado:
a) Porei inimizade entre ti e a Mulher, e entre a tua descendência e a d’Ela. Ela te esmagará a cabeça, e tu tentarás ferir o seu calcanhar” (Gênesis 3,15)

Comentário: o texto acima é a profecia da vinda do Salvador feita por Deus logo após a queda de nossos primeiros pais. Nele, ao grupo dos vencidos (Adão e Eva) Deus contrapõe o grupo dos vencedores (Jesus e sua Mãe).  A  “descendência  da  mulher” (no original: sêmen, prole), é, num primeiro plano, Jesus Cristo, seu Filho; e, num segundo plano, são todos os eleitos. – O termo “Ela” se refere diretamente à “prole”, porque será através de Jesus enquanto Homem nascido da Virgem Maria, que o poder tirânico de Satã sobre a humanidade será quebrado. Indiretamente, pois, também, “Ela”, a “Mulher” quebrará a cabeça de Satã. - “Inimizade” indica a incompatibilidade absoluta entre Cristo e sua Mãe de um lado, e Satã e os seus do outro; indica ainda a vitória completa de ambos sobre o Maligno.

b) Dois textos de Isaías: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho, o Emanuel (Deus conosco)” (Isaías 7,14).“Nasceu-nos um menino. . . Ele será Deus forte. . .” (Isaías 9,5).

c) Outros se S. Lucas: Ave, ó cheia de graça. . . .” (Lucas 1,28) ;  “.  . .  darás à luz um Filho, e lhe porás o nome de Jesus; (…) será Filho do altíssimo” (Lucas 1,32); e “Filho de Deus” (Lucas 1,36); “Bendita és tu entre as mulheres; (…) donde me vem a dita de vir a mim  a Mãe de meu senhor?” (Lucas 1,43).

Esses textos sagrados destacam as várias grandezas ou prerrogativas de Nossa Senhora:

I – A maternidade Divina: É evidente:

1º) no texto da letra “a”, a descendência da mulher (sêmen, prole) é no primeiro plano, Jesus Cristo. E então a “mulher singular” da profecia é a sua verdadeira Mãe. E como Cristo é de Deus, Ela pode e deve ser chamada Mãe de Deus.

2) – Confirma-se isso com os textos da letra “b” (Isaías 7,14), pois “a Virgem” é predita aí como a verdadeira Mãe do Emanuel (Deus conosco). Portanto, Mãe de Deus.

3) – O mesmo diz os textos da letra “c” (Lucas 1,31-32; 1,42-43), pois aí se declara que Maria Santíssima é a verdadeira Mãe “do Filho do Altíssimo”, “do Filho de Deus” e a “Mãe de meu Senhor”.

- Maternidade Espiritual também: de fato, como no 2º plano, aquela “Mulher” é Mãe da “prole” também no sentido de “descendência”, Maria Santíssima é Mãe espiritual dos remidos. O que o próprio Jesus na Cruz confirmou na pessoa de São João ao dizer à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. São João então representava a todos os remidos.

-Medianeira também: como é ofício próprio da mãe prover o alimento dos filhos, Maria alcança para os seus filhos espirituais, todas as graças necessárias à salvação; Ela é Medianeira de intercessão e secundária, entre Cristo e nós.

-Argumento de razão: podemos e devemos chamar a Virgem Maria “Mãe de Deus” porque o termo da maternidade não é a natureza, mas a pessoa. E a Pessoa em Cristo é a 2ª da Santíssima Trindade, o Filho. 

Na Virgem se realiza, pois, este mistério: ser Ela “Mãe de Deus e de Deus filha”. Ela participa do mistério do seu Filho, que é Deus e Homem ao mesmo tempo.

II – A Imaculada Conceição:

Essa prerrogativa é conseqüência da primeira. Destinada a ser Mãe verdadeira e virginal de Cristo-Deus, não podia Ela ter contato com o pecado. Ademais, se a alguém fosse dado escolher a própria mãe, não escolheria a mais virtuosa, a mais pura, a mais santa? De fato, Jesus não só pôde escolher a Sua Mãe, mas fazê-la, pois é Deus. Ele fez, pois, imaculada a sua Mãe, isto é, isenta de toda a culpa original. É a razão de conveniência.

Mas, essa verdade está contida  no próprio texto de (Gênesis 3,15), pois aí se prediz que o futuro Salvador e a sua Santa Mãe terão uma inimizade total com Satã, e que lhe imporão derrota total. O que é incompatível com a condição de quem tivesse estado, por um momento sequer, sob o pecado e, pois, sob o Maligno. Pressupõe-se a  concepção imaculada, não só de Cristo enquanto homem, mas também de sua Santa Mãe.

III – O Ofício de Corredentora:

Também está contida no citado texto (Gênesis 3,15) a verdade de que aquela Mulher invicta, posta por Deus em total inimizade com o Demônio, ia participar de todos os sofrimentos e lutas do futuro Redentor por nossa Redenção. Realmente a Virgem Maria participou da Paixão de Jesus no grau máximo, sofrendo em união com Ele as dores mais atrozes, e oferecendo-O a Deus Pai como Vítima por nós. Sacrificou-Lhe o seu direito natural de Mãe sobre o Filho. Ela é pois, Nossa Corredentora.

IV – A Assunção Corpórea ao Céu:

A vitória de Cristo sobre Satã, o pecado e a morte foi realizada na Paixão e Morte na Cruz, mas se tornou completa e patente com a sua Ressurreição e Ascensão ao Céu. Ora, o texto do Gênese associa inseparavelmente o Messias e sua Mãe na mesma luta e na mesma Vitória final e completa. Ora, a vitória de Maria Santíssima não seria completa se o seu corpo imaculado e virginal tivesse ficado sujeito à corrupção do sepulcro. Jesus Cristo não o permitiu, elevando-a ao Céu em corpo e alma no fim de sua vida. Assim cumpriu-se plenamente aquela magnífica profecia.

V – A Perpétua Virgindade;

- Respondendo objeções: Os Protestantes não cessam de injuriar a Jesus rebaixando a sua Santa Mãe à condição de uma mulher comum. Vejamos na Bíblia como isso é falso:

1º) No encontro de Jesus no Templo. Jesus aí não argüiu a Sua Mãe por não saber que Ele “devia cuidar dos interesses de seu Pai” (Lucas 2,49). Não era esse o sentido primeiro das suas palavras no contexto. Era antes: “Não sabeis que devo estar no que é de meu Pai?”. Assim, era normal que sua mãe entendesse a resposta no sentido de “ficar morando no Templo”, como Samuel, por exemplo. Por isso S. Lucas afirmou: “Eles não entenderam o que Jesus lhes dissera” (Lucas 2,50).

2º) Em Caná, a Mãe de Jesus Lhe informou ter acabado o vinho. Jesus respondeu usando a expressão semítica: Mulher, “que há entre mim e ti? “ E acrescentou: “A minha hora ainda não chegou” (João 2,4). Não se pode tomar essa expressão no sentido dos nossos idiomas. Ela tem sentido próprio do seu.

Prova: de fato aquela expressão foi usada seis (6) vezes no Antigo Testamento. Ela espera sempre resposta negativa: “não há nada”; uma só vez, ela indica inimizade; as outras vezes, indica que “não há nada” porque estamos de acordo, ou somos amigos. (Cf., para o 1º sentido: (2 Reis 3,13); para o 2º: (2 Sam 16,10; 19, 22); (Juizes 11,12); (1 Reis 17, 18); (2 Crônicas 35,21).

É claro que no caso de Caná, o sentido é de pleno acordo quanto ao fato da providência solicitada, com uma pequena discordância para a oportunidade do mesmo. Daí ter Jesus dito: “a minha hora ainda não chegou”. Mas Ele antecipou a hora, e fez o milagre, atendendo ao intento caritativo de sua Santa Mãe.

Quanto ao apelativo “Mulher”, dizem os entendidos da língua aramaica, a que Jesus falava, que tem um sentido respeitoso equivalente a “Senhora”. Quanto mais na boca de Jesus ao referir-se à sua Santa Mãe! Sobretudo no contexto de Caná e da Cruz, Jesus, o melhor dos Filhos, deve ter-Se dirigido à sua verdadeira e Santa Mãe com acentuado carinho e respeito filiais.

Esse apelativo sugere ainda a lembrança da “Mulher” da profecia de (Gênesis 3,15), não obstante Jesus não chamá-la de Mãe, pois também Jesus, sendo verdadeiro Deus, costumava chamar-Se a Si mesmo “o Filho do homem”, realçando a sua condição de “Messias” ao lado daquela “Mulher” cuja figura Ele e a sua Mãe estavam dando cumprimento.

3ª) Jesus pregava numa casa cheia de gente. Avisam-lhe que lá fora estão sua Mãe e os seus chamados irmãos (primos). Jesus responde: “Minha Mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lucas 8,21; 11,27-28). É evidente que Jesus não está negando à sua Santa Mãe a honra de ser a primeiríssima entre os que ouvem e põem em prática a palavra de Deus, antes o supõe. É esse o seu principal título de glória. O mesmo se diga de (Lucas 11,27-28).

Porque chamamos Maria, mãe de Deus, em vez de chamar Mãe de Jesus?

Não seria exato dizer que Maria é simplesmente a mãe de um homem, como se sua maternidade se limitasse somente ao lado humano de Jesus.

É preciso deixar claro que Maria gerou o Homem – Deus (Romanos 9,5) (João 1,1) e o verbo se fez carne (João 1,14)… chama-lo-ão por Emanuel (Isaías 7,14), que traduzido é Deus conosco (Mateus 1,23). Meu senhor é meu Deus” (João 20,28). “E todos os anjos o adoram” (Hebreus 1,6).

Maria é, realmente, mãe de Jesus Cristo, homem e Deus, conforme o testemunho da escritura: (Lucas 1,31; 2,7) (Gálatas 4,4). Diante disto, podemos seguramente, sem sombra de dúvida, rezar a Nossa Senhora, chamando-lhe: “Santa Maria, mãe de Deus”. Porque, dar a luz um filho (Mateus 1,26) (Lucas 2,7), é ser mãe; e, no caso, mãe de uma pessoa dotada de natureza humana e divina.

Maria revestiu o verbo com a sua própria carne. Esse é todo o sentido e o cumprimento das palavras do anjo Gabriel naquele dia…

Para Entender:

Maria da mesma forma, dando natureza humana à natureza divina de Jesus,  que é Deus, torna-se a mãe da pessoa de Jesus Cristo, na plenitude de seu ser humano e divino.

Por exemplo: Jesus não disse ao filho da viúva: “a parte de mim que é divina te diz: Levanta-te!”, Jesus manda simplesmente “Eu te digo: Levanta-te”.

Na cruz, Jesus não disse: “minha natureza humana tem sede”, mas exclamou: “tenho sede”.

Para Entender Melhor Ainda:

Nosso Senhor, morreu como homem, pois Deus não poderia morrer na Cruz. Então perguntamos: Nosso Senhor, que morreu como homem , não pagou nossos pecados como Deus?  Seus méritos não eram infinitos?  Portanto, as duas naturezas de Jesus Cristo não podem ser separadas, pois nunca poderíamos explicar a rendenção fazendo uma distinção tão grande. Portanto Nossa Senhora, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, é Mãe de Deus. Ou alguém poderia negar que Nosso Senhor, morrendo como homem, nos redimiu como Deus?

Algumas pessoas ignoram que Lutero e Calvino não negaram o dogma da divina maternidade de Maria.

•     Lutero escreveu: “Não há honra, nem beatitude, que sequer se aproxime por sua elevação da incomparável prerrogativa superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um filho em comum com o Pai Celeste”. (Deutsche Schriften, 14,250)

•     Calvino escreveu: “Não podemos reconhecer as benções que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para mãe de Deus”. (Comm. Sur I ’Harm. Evang.20).


Sobre o Celibato..


Respostas aos Protestantes Sobre o Celibato


A igreja católica valoriza a vocação para o celibato, assim como para o matrimônio, ambas igualmente santas, desde que sejam vividas com amor e como uma consagração a Deus.

A Igreja reconhece que a exigência do celibato dos padres não é lei divina, mas lei eclesial, que em circunstâncias especiais poderia ser abolida, mas opta pela maior perfeição, já que por este motivo os Apóstolos de Jesus deixaram a convivência matrimonial e familiar, para se propagar o reino de Deus. Conferir na Bíblia

“Vê, nós abandonamos tudo e te seguimos” Jesus respondeu: Em verdade vos declaro, ninguém há que tenha abandonado, por amor do reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais, ou seus filhos, que não receba muito mais neste mundo, e no mundo vindouro a vida eterna” (Lucas 18,28-30).

Assumindo livremente o celibato, o sacerdote imita os Apóstolos e a Jesus. Mas já sabemos que o celibato é aconselhado.

“Seus discípulos disseram-lhe: “Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não casar” Respondeu ele: “Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda”(Mateus 19, 10-12).

“Agora, a respeito das coisas que me escrevestes. Penso que seria bom ao homem não tocar mulher alguma. Todavia, considerando o perigo da incontinência, cada um tenha uma mulher, e cada mulher tenha seu marido. O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes a oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente satanás por vossa incontinência. Isto digo como concessão, não como ordem. Pois quereria que todos fossem como eu; mas cada um tem de Deus um dom particular, uns este, outros aquele”(1 Coríntios 7,1-7).

E com o auxílio de Deus é possível:

“Deus é fiel: não permitrá que sejais tentados além das vossa forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suporta-la e sairdes dela (1 Coríntios 10,3)

“ Jesus olhou para eles e disse: “Aos homens isto é impossível, mas para Deus tudo é possível” (Mateus 19,26)

“Se o espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, ele que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos,também dará a vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós” (Romanos 8,11). Leia ainda: (2 Coríntios 12,7-10).

O celibato tem uma tríplice dimensão, a saber.

- Dimensão cristológica: porque os vocacionados querem melhor e em tudo imitarem ao seu Senhor que nunca casou.

- Dimensão eclesiológica: “. . . e há eunucos (aqueles que não se casam) que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino do Céus. Quem puder compreender, compreenda”. (Mateus 19,12).

- Dimensão escatológica: “estes são os que não se contaminam com mulheres, pois são virgens. São aqueles que acompanham o Cordeiro por onde quer que se vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas à Deus e ao Cordeiro”. (Apocalipse 14,4)

São Paulo aconselha o celibato – (I Coríntios 7,1-8; 25,32; 35-38) Receberão uma grande recompensa os que se mantiverem no celibato.

“Pedro começou a dizer-lhe: Eis que deixamos tudo e te seguimos. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo, ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa de mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, e terras, com perseguições, e no século vindouro a vida eterna”. (Marcos 10,28- 29).

Conclusão

Quando Jesus formava seu ministério, ele dizia aos Apóstolos: “Largue tudo que tem e segue-me.” Ora, sabemos que os apóstolos não levaram mulheres, filhos e bens materiais para seguir Jesus.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Diga NÃO à cultura da morte!


Uma manobra está sendo feita pelo governo brasileiro, na sorrateira, na calada da noite, colocando milhares de vidas inocentes em risco.

Milhares de indefesos poderão morrer se nada for feito. Assista ao vídeo preparado pelo IPCO e entenda o que está acontecendo no Brasil.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

SOBRE OS DIREITOS E DEVERES DOS LEIGOS CATÓLICOS




SOBRE OS DIREITOS E DEVERES DOS LEIGOS CATÓLICOS



VATICANO II, LUMEN GENTIUM

"A todos os leigos, portanto, incumbe o preclaro ônus de trabalhar para que o plano divino da salvação atinja sempre mais a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares da terra. Conseqüentemente, sejam-lhes dadas amplas oportunidades para que também eles participem ativamente na obra salvífica da Igreja, de acordo com suas forças e as necessidades dos tempos" (Vaticano II, Lumen Gentium, nº 83).
"Os sagrados Pastores, porém, reconheçam e promovam a dignidade dos leigos na Igreja. De boa vontade utilizem-se do seu prudente conselho. Com confiança entreguem-lhes ofícios no serviço da Igreja. E deixem-lhes  liberdade e raio de ação. Encorajem-nos até para empreender outras obras por iniciativa própria. Com amor paterno, considerem atentamente em Cristo as iniciativas, os votos e os desejos propostos pelos leigos. Respeitosamente reconheçam os Pastores a justa liberdade que a todos compete na cidade terrestre" (Vaticano II, Lumen Gentium, nº 97).




CNBB (35ª ASSEMBLÉIA GERAL: DIREITOS, DEVERES DOS BISPOS, COMO MESTRES DA FÉ, E DOS FIÉIS)
"Deste modo a ordem jurídica eclesial exige que seja tutelada e promovida a liberdade de todos os fiéis, que corre paralela à co-responsabilidade que lhes atribuiu o Vaticano II. Daí uma certa pluralidade de opiniões pode ser índice positivo de vida e criatividade. Também daí o dever de algum fiel se expressar, mesmo contrariando o consenso majoritário. Fundamental é que os fiéis devem "conservar sempre, também no seu modo particular de agir, a comunhão com a Igreja" (c. 209§ 1).
"A liberdade e responsabilidade dentro da comunhão eclesial, no que toca ao nosso tema, sublinha o direito dos fiéis de expressarem aos pastores as próprias necessidades e anseios (c. 212 § 2), e até mesmo de manifestarem a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja (c. 212 § 3). Também no que diz respeito às coisas da sociedade civil, podem exprimir a própria opinião, imbuída de espírito evangélico e à luz da doutrina do magistério eclesiástico, embora sem apresentá-la como doutrina da Igreja (c. 227)."




CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (DOS DIREITOS DOS FIÉIS CRISTÃOS EM GERAL, LIVRO II, 1 PARTE, TÍTULO I)
            Cân. 212 - § 3. De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, têm o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvado a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis.
           Cân. 225 - § 1. Uma vez que, como todos os fiéis, por meio do batismo e da confirmação, são destinados por Deus ao apostolado, os leigos, individualmente ou reunidos em associações, têm obrigação geral e gozam do direito de trabalhar para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens, em todo o mundo; esta obrigação é tanto mais premente naquelas circunstâncias em que somente por meio deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo.


Apostolado Defesa Católica



Remetente: Luciana Alexandra Alves Costa
Data: 18/08/2008
Cidade: Rio de Janeiro / RJ
Idade: 24 anos
Religião: Católica
Profissão: Representante Operacional

Gostaria de saber se o papa irá trazer a missa de sempre para toda a igreja? Meus lideres do Crisma são da Cânção Nova eu não concordo com a Cânção Nova,coloquei no meu orkut um logo tipo Cânção Nova Cânção Nova Câncer Novo um de meus lideres me chamaou atenção devido eu ter colocado este logotipo lá e que eu estava enganada perânte a Cânção Nova, o diacono da minha paróquia me chamou atenção e disse que o PAPA é a favor da Canção Nova e a favor do Concilio Vaticano II e quem está contra o concilio está contra o papa, disse tb que o papa irá assinar documentos que aprovam a Cânção Nova (RCC)e disse que causar uma divisão dentro do mesmo reino é coisa do Diabo, como se eu estivesse causando a tal divisão e não a RCC, mais ele não falou se referindo a mim somente mas tb as pessoas que ele diz está causando esta divisão dentro do mesmo Reino. Criticou as atitudes do prof orlando fedeli no site montfort e disse que ele é contra o concilio vaticano II e portanto é desobediente ao papa.

Que Deus abençõe a todos aguardo anciosa a resposta da minha carta . abraços.

RESPOSTA

Prezada Luciana,
Salve Maria.

Sua oposição à Canção Nova está certíssima. Você faz muito bem em combater essa nova torre de babel que pretende atingir o Céu com histerismos e falsos carismas.

Esse câncer, como você bem rotulou, está destruindo a fé dos católicos. Com uma doutrina importada do protestantismo, a Renovação Carismática fez da Missa uma folia protestante, com bailarinos e padres animadores de calvário.

Com as Missas de “cura e libertação”, os milagres foram reduzidos a meras seções de curandeirismo fictício. Os verdadeiros carismas foram equiparados aos delírios de uma histeria forçada. A fé, como obséquio racional, substituída pela fantasiosa experiência pessoal.
O conhecer racional pelo sentir irracional. Um protestantismo evidente! Só não vê quem não quer.

É claro que seus líderes protestarão afirmando que nada do que dizemos tem valor real, uma vez que os estatutos da Canção Nova foram reconhecidos pelo Papa. E, com base neste reconhecimento pontifício, julgarão oficialmente garantida a ortodoxia do movimento carismático.

Ledo engano.

O reconhecimento pontifício não significa que a RCC não contenha erros contra a Fé. Não é por que o Papa reconheceu os estatutos da Canção Nova que o “blá blá blá” carismático se tornará a língua oficial dos anjos. O carismatismo continuará protestante, mesmo com estatutos aprovados.

Pretender forçar os católicos a engolirem esse movimento, só por causa de uma aprovação estatutária, é muita pretensão desses animadores de calvário.

Na história ocorreram dois fatos semelhantes que são suficientes para esfriar a empolgação dos carismáticos.

No século XIII, o Papa São Pedro Celestino protegeu os hereges Espirituais franciscanos, fundando até mesmo uma ordem para esse grupo herético. Esse grupo, que já havia sido condenado pelos Papas anteriores, acabou recebendo sua grande condenação em 1318, pronunciada pelo Papa João XXII.

Ainda que equivocada, essa aprovação dos Espirituais franciscanos não significou a aprovação de seus erros e heresias.

Caso semelhante ocorreu com o Beato Inocêncio XI que protegeu os hereges quietistas, seguidores de Miguel de Molinos, vindo a condená-los mais tarde.

São dois casos que provam que até mesmo papas santos podem se equivocar quanto à doutrina de um movimento, sem que isso comprometa o dogma da infalibilidade ou a santidade desses Papas.
  
Portanto, sonham os carismáticos se acham que, ao reconhecer os estatutos da Canção Nova, o Papa exerceu um ato infalível. Estão longe da realidade se pensam que a aprovação estatutária de movimentos significa a aprovação de seus erros e doutrinas heréticas.

Chamando-lhe a atenção, o diácono de sua paróquia lhe advertiu que quem é contra o Vaticano II é contra o Papa. É claro que em sua lista de desobedientes não poderia faltar o professor Orlando Fedeli. Por criticarem o Concílio, o professor e a Associação Cultural Montfort seriam desobedientes e causadores de divisão na Igreja.

Se o diácono fosse um pouco mais atento, teria constatado nos Evangelhos que Nosso Senhor também foi causa de divisão entre seus discípulos. Quando ensinou que seu Corpo era verdadeira comida, alguns discípulos se escandalizaram. E, não suportando tal verdade, abandonaram Nosso Senhor. Dividiram-se!

Para decepção dos ecumênicos, Cristo nem sequer buscou reparar a ruptura que causara, convocando os dissidentes para um diálogo fraterno. Deus não dialoga. Ele ensina!
   
E se o próprio Cristo disse: "Eu vim trazer a divisão” (Mt 10,35), é por que nem toda divisão é má, assim como nem toda união é boa.

O pastor que separa as ovelhas sadias das ovelhas sarnentas faz muito bem. O médico que separa os doentes, cuja doença é contagiosa, dos fisicamente saudáveis, age corretamente. Divisões como essas são absolutamente recomendáveis e salutares. Proteger os bons atacando os maus é dever de caridade e não ação diabólica, como pensa o diácono.
 
Coisa do Diabo é pretender unir a Luz católica com as trevas do irracionalismo pentecostal da Canção Nova. Enquanto Nosso Senhor veio para separar a luz das trevas, o diácono quer efetivar essa união irracional?

E não estranhe, cara Luciana, se a Montfort é causa de divisão. É natural que quem imite Nosso Senhor, assim como Ele, também cause separações. E isso acontece por que nem todos aceitam a verdade ensinada pela Igreja.
  
Quanto à acusação de desobediência, o diácono se mostra bem ignorante.

Se ele considerasse todas as autoridades do clero que já
criticaram o Vaticano II – inclusive o próprio Papa Bento XVI – a lista de desobedientes iria muito além do professor Orlando Fedeli.

Ora, se por criticar o Vaticano II a Montfort é desobediente e contra o Papa, o Instituto do Bom Pastor já nasceu desobediente. Por acaso o diácono considera o Papa desobediente por erigir um instituto cuja finalidade é criticar e não respeitar os erros e ambigüidades do Vaticano II? Estaria o IBP contra o Papa, a mando do Papa? Um absurdo que só entra na cabeça de certos líderes de RCC.

Poderia citar, por exemplo, Monsenhor Ranjith, digníssimo Arcebispo Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, que fez severas críticas à reforma litúrgica. Segundo essa autoridade do Vaticano, a renovação litúrgica errou de rumo, obscurecendo, na Missa Nova, aspectos bem claros na Missa de Sempre (Entrevista dada a Agência Fides).

Será que o diácono que lhe chamou a atenção terá coragem de chamar a atenção de Monsenhor Ranjith, acusando-o de ser desobediente e de promover uma divisão diabólica, ou o próprio Papa, que vê a Missa Nova como um erro de obscurecimento da Fé?

Também o superior do Instituto do Bom Pastor, Padre Laguérie, fazendo uma crítica construtiva ao Vaticano II, acusou esse Concílio de contradizer o Magistério precedente, em matéria de liberdade religiosa. Veja:

“... a liberdade religiosa fez escorrer muita tinta, vós o sabeis, e efetivamente há coisas aparentemente e textualmente contraditórias com o Magistério precedente.”  (Pe. Philippe LAGUÉRIE. Primeiro sermão como Superior do Instituto do Bom Pastor, proferido em 10 de setembro de 2006, apud Orlando FEDELI, “Gloria in excelsis Deo” - criação do Instituto do Bom Pastor. O destaque é nosso).

Estaria o Padre Laguérie em evidente desobediência ao Papa? Obviamente que não. Ele está apenas cumprindo os fins do IBP: criticar o Vaticano II. Coisa que o diácono de sua paróquia não deve aprovar.

Haveria muitas outras autoridades a se citar e que, sem dúvida, não escapariam do índex de desobedientes, criado pelos cegos defensores do Concílio.

Para finalizar, recomendo que você indique ao diácono a leitura do dossiê “Babel Litúrgica”, elaborado pelo jornalista Andrea Tornielli, e que está publicado no próprio site do Vaticano, na parte reservada à Congregação do Clero. Nesse estudo ele verá como a Missa Nova – elaborada pelo maçon Anibale Bugnini – descatolicizou a Missa de Sempre.

Espero tê-la ajudado e, desde já, conte sempre conosco neste combate ao câncer carismático.
In Jesu et Maria, semper
Eder Silva